Regresso ao fio-nuvem

Posted in Nuvens on 09/12/2016 by Fio-Nuvem

Algum contexto primeiro: no início disse que queria  “ter um fio de ligação às nuvens – um fio-nuvem portanto. Ou (e também) desligar o fio-terra. Assim me ajude quando precise. De resto não, não fio ou vendo nuvens. Desejo apenas que as minhas se misturem a gosto com outras nuvens, as daqueles que eu prezo, … E escaparem nesse sentido à caco(a)fonia geral da internet.

Algum sentimentalismo era compreensível. Precisava de escrever aqui porque precisava de escrever outra coisa “acolá” e quem me desse moral. Escrita a coisa “lá”, terminei as ligações deixando-vos com Tom Zé até amanhã de manhã.

Passaram cinco anos, várias venturas (a e des). Só para referir (a)venturas mais recentes, apareceu em Agosto mais um tigre (Agosto é o mês dos tigres), e depois também dois gatos. Resumindo, cá em casa são agora dois gatos, três tigres, a leoa e eu.

Retorno hoje portanto as ligações ao fio-nuvem. Se no início o propósito era linear, agora não o vislumbro. Ainda não cheguei à fase “Espírito Santo” na minha vida (por agora só “Pai”), portanto ainda me questiono sobre insignificâncias.

Salva-me o conselho de DR hoje por via de outro sentimentalismo/cacofonismo meu:  “caga nisso”. Com o sal certo de propósito e luxúria; no contexto estava a citar Toulouse-Lautrec, o histórico anão/ilustrador do Moulin Rouge. Outra minha amiga (NT) costuma dizer que um palavrão lava um bocadinho a alma, e um camião deles ainda mais. E DR lavou-me a alma hoje, mesmo só com um pequeno “caga nisso”.

Amanhã de manhã

Posted in Nuvens with tags , , , , on 18/12/2011 by Fio-Nuvem

Rantanplan, Averell e Joe Dalton

Faz pouco mais de um mês que “ela” foi à sua vida. E eu voltei à minha, mais leve e sano. Cómico? Claro, agora parece. Feliz? Sim, amanhã de manhã.

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Uma volta ao sol

Posted in Nuvens with tags , , , , , , , , , , on 29/08/2011 by Fio-Nuvem

Estendal na Afurada, V.N. Gaia
[A foto original de um estendal de roupa na Afurada em Gaia.]

Há três dias “A crase ’tá torta” fez um ano. Completou-se portanto mais uma volta muito problemática deste planeta ao Sol. Enquanto isso, liguei-me tanto quanto possível ao fio-nuvem através deste espaço, para comunicar com os meus mais queridos amigos, esses outros nuváticos. Foi desde logo o objectivo declarado no início. Agradeço de novo ao meu querido amigo F. que me motivou a fazê-lo. [A propósito, onde andas tu safado que não dás notícias? Será a ilha de Fernando de Noronha assim tão interessante? Ou mudaste-te para Machu Pichu?]

Bom, este discursos de aniversário são sempre ridículos. Assim também se poderão considerar com certeza todas as minhas ligações ao fio-nuvem. Mas generalizando o argumento de Pessoa/Àlvaro de Campos sobre as cartas de amor, ridículos serão enfim aqueles que nunca o foram.

Entretanto, aniversário mesmo é hoje para o meu querido R. e “vaga-munda” amiga N. Parabéns N., onde estiveres. A R. direi “um chi” e ele correrá para um abraço, depois se divertirá com L. a apagar velas, besuntar-se todo com bolo de chocolate, furar balões, o circo todo.

E pronto, à falta de algo (mais) substantivo para dizer, fica o vídeo abaixo [David Bowie a a cantar “My Death” em ’73, “cover” da “cover” traduzida de Scott Walker do original de “La Mort” de Jaques Brel].

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PS: Entretanto o meu caso com a “amante” prossegue. Com ritmo felizmente … mas sempre devagar por definição. T. está “doida” (além do costume), mas porque outra razão afinal estaríamos juntos? Bom, melhor que ela não responda à pergunta nos tempos que correm.

Uma educação sónica

Posted in Nuvens with tags , , , on 03/08/2011 by Fio-Nuvem

Sonic Youth

Gosto de ouvir música enquanto estou a cozinhar, duas coisas bem desopilantes no meu caso. Volta e meia, entra-me L. pela cozinha a dizer que quer dançar comigo. Claro que ele gosta do Serafim, do Panda, etc, e também de música clássica. Agora, comigo o que que ele quer é “rock, muito rock” e “ALTO”.

Infalivelmente, Sonic Youth é a medida certa. Seguimos o ritmo de todas as contorções, distorsões, e explosões elétricas de Lee Ranaldo e companhia. Entenda-se: ele ao meu colo e eu em modo de vibração sónica. Passadas duas ou três músicas o “papá está a suar”. O que eu não faço para dar uma educação ao míudo.

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Quando acabei o samba, o velhinho morreu

Posted in Nuvens with tags , , , , , on 28/07/2011 by Fio-Nuvem

Vinicius de Moraes visitou a casa de Amália nos anos 60. Numa farra, entre poemas declamados por notáveis companheiros de ocasião (Ary dos Santos, Natália Correia, …), Amália e Vinicius cantaram. A sessão foi gravada resultando num disco notável, referenciado por T. a partir do nosso querido amigo e mélomano Daniel. Para lavar a alma, e de forma bem mais iluminada do que por exemplo andar a mandar a Moody’s e outros monstrengos àquele sítio.

Ouçamos a explicação de Vinicius sobre a composição de “Pra quê chorar”, seguido da canção.

(Mais) palavras para quê … Bom, destaco também este fado cantado por Amália, composto por Vinícius … “Saudades do Brasil em Portugal” …

Para terminar, as impressões na altura de Vinicius sobre Portugal.

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Não tens prendas nos meus anos

Posted in Nuvens with tags , , , on 22/07/2011 by Fio-Nuvem

— Porta-te bem papá! Olha que não tens prendas nos meus anos!

Eu e T. temos prendas destas todos os dias. Diga-se também que é inteiramente justa esta ameaça … afinal de vez em quando, menos inspirados, somos forçados a fazê-la em relação aos anos dele. E depois, nos aniversários da escola é costume o aniversariante distribuir prendas pelos outros míudos.

É um assunto da maior importância. Até há uns meses atrás, o L. fazia anos com frequência:

— Está sol … um dia lindooo! É o meu aniversário!

Tudo porque a mãe lhe explicou que tinha nascido num dia lindo de sol. E de facto foi. Passou essa fase. Não deixou de ser um dia lindo, mas um dia lindo que vem no calendário. Que chatice.

Quanto a R., palra todo o dia, é muito expressivo. Português mesmo só “olááá”, “xauuu”, e “NÃO!!!”. Temos gente.

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Os crocodilos

Posted in Nuvens with tags , , , , , on 21/07/2011 by Fio-Nuvem

Está muito “nevoeiro” em Portugal. Podia vir D. Sebastião … mas afinal já só cá chegaram os crocodilos. Têm sido avistados na barragem de Castelo de Bode. Inverosímel, o povo anda doido — dizem os biólogos. Vieram agora também dizer que afinal era só um peixe-gato de metro e meio. Qual peixe-gato … para além de Castelo de Bode há várias aparições todos os dias em Portugal inteiro.

O Gaspar-180-segundos, por exemplo. O homem tem um tal esgar, rugas e olheiras. Pode ser a pressão de alguém com novo e díficil cargo — não invejo o homem — mas toda aquela textura facial e semblante parecem próprias de um réptil. Mesmo que co-agidas as suas mordidelas retiram todas as ilusões, como o famoso presente de Natal que anunciou. Um crocodilo, em posto de crocodilo, em tempo de crocodilos. Mas vá lá, ainda consegue ser um tipo engraçado. Colossalmente …

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